Ah como dói...
Perder alguém
Mas dói mais ainda
Não sentir essa perda
Os pudores internos e externos
Invadem meu ego
E meu sentimento de culpa...
Esse é maior que minha dor
Esse é maior que eu
Sinto-me mal por não chorar
Por não gritar como os outros
Mesmo que eu saiba que são falsos
Como os risos e os elogios direcionados a mim
Vindos neste momento triste
Onde as caras ficam amarradas
As lágrimas descem
As memórias surgem...
No entanto, muitos sabem que nada fizeram
Pra demonstrar amor, afeto
E principalmente respeito
Tornando-se cúmplices
Não de uma falsa dor
Mas da minha culpa, mesmo que veladamente.
Fernando de luto previamente e sabendo que essa culpa irá o perseguir durante muitos anos de terapia.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
Obviamente estamos circunscritos ao que não é óbvio..
Do óbvio sempre fugimos
Ou fingimos não ver?
Fugimos, fingimos
O óbvio não tem nada a ver.
Fernando tratando de questões filosóficas obviamente.
Ou fingimos não ver?
Fugimos, fingimos
O óbvio não tem nada a ver.
Fernando tratando de questões filosóficas obviamente.
sábado, 2 de maio de 2009
Deriva
Deixo a terra firme
Busco o mar, o novo
Embora para os outros jamais afirme
Que o medo acompanha de novo
No meio dessa tal liberdade
Reconheço a infinitude
Finjo uma tola felicidade
Tão buscada em devaneios na juventude
Meus pés precisam de chão
Para a cabeça pensar, sonhar
Descobri isso no meio da imensidão
Ou seria solidão a atrapalhar?
Nesse processo de autoconhecimento
O infinito assusta, devora
Receio ser sugado por esse sentimento
Que horas alegra e outras apavora
Fernando pensando na mente humana e nas suas escolhas
Busco o mar, o novo
Embora para os outros jamais afirme
Que o medo acompanha de novo
No meio dessa tal liberdade
Reconheço a infinitude
Finjo uma tola felicidade
Tão buscada em devaneios na juventude
Meus pés precisam de chão
Para a cabeça pensar, sonhar
Descobri isso no meio da imensidão
Ou seria solidão a atrapalhar?
Nesse processo de autoconhecimento
O infinito assusta, devora
Receio ser sugado por esse sentimento
Que horas alegra e outras apavora
Fernando pensando na mente humana e nas suas escolhas
Vá
Estranha sintonia
Com essa cidade fria
A ponto de deglutir
Ela e a ti
Ambos foram mal digeridos
Mas o frio cicatriza feridas e pedidos
Vindas do teu calor
Revelando uma utopia de amor
Ah, como feriu
Quando uma lágrima tua caiu
Mesmo sabendo que devia
Ter seguido a mais distante via
Portanto, desvio o olhar e coração
Sem mais traição
Para deixar a tristeza em outro plano
E aqui não sobra espaço para mais desenganos
Fernando cantando a despedida
Com essa cidade fria
A ponto de deglutir
Ela e a ti
Ambos foram mal digeridos
Mas o frio cicatriza feridas e pedidos
Vindas do teu calor
Revelando uma utopia de amor
Ah, como feriu
Quando uma lágrima tua caiu
Mesmo sabendo que devia
Ter seguido a mais distante via
Portanto, desvio o olhar e coração
Sem mais traição
Para deixar a tristeza em outro plano
E aqui não sobra espaço para mais desenganos
Fernando cantando a despedida
Ônibus
Ao olhar vejo outra realidade
Uma multidão a proteger bolsas e carteiras
Em meio a freios, paradas e choques na traseira
Gritos, sussurros e conflitos de identidade
É a vida de verdade
Escorregando entre meus olhos, mesmo que eu não queira
Pois o mais fácil é ignorar essa situação passageira
Do que enxergar além da acalentadora mediocridade
Fernando retratando o cotidiano
Uma multidão a proteger bolsas e carteiras
Em meio a freios, paradas e choques na traseira
Gritos, sussurros e conflitos de identidade
É a vida de verdade
Escorregando entre meus olhos, mesmo que eu não queira
Pois o mais fácil é ignorar essa situação passageira
Do que enxergar além da acalentadora mediocridade
Fernando retratando o cotidiano
domingo, 22 de março de 2009
Eu dou um jeito
Como mágica as palavras sumiram
De minha boca
Dos meus rabiscos
Da minha mente
E somente essa dor
Atinge e deixa a vida oca
Levando a vários riscos
Pungente
Provocando medo e terror
Mas eu invento uma engenhoca
Daquelas que toca discos
E que mesmo em hospícios enlouquece a gente
Pra sair desse estupor
De minha boca
Dos meus rabiscos
Da minha mente
E somente essa dor
Atinge e deixa a vida oca
Levando a vários riscos
Pungente
Provocando medo e terror
Mas eu invento uma engenhoca
Daquelas que toca discos
E que mesmo em hospícios enlouquece a gente
Pra sair desse estupor
Livrai de todos os males, amém!
Ah, vício...
Livrar-me quero
Repito
Reflito
Insisto
Consigo
Mesmo que por instantes
Repito
Reflito
Insisto
Consigo?
Ao menos tirei tua foto da estante
Livrar-me quero
Repito
Reflito
Insisto
Consigo
Mesmo que por instantes
Repito
Reflito
Insisto
Consigo?
Ao menos tirei tua foto da estante
Não era pra ser assim
Eu não consigo entender
Como esquizofrênicos ouço vozes
Vejo teu vulto e sinto teu cheiro
Eu não consigo entender
Essa raiva típica dos algozes
Misturada a lembranças nostálgicas de outro janeiro
Eu não consigo entender
Como corações tão velozes
Bateram mais que um compasso corriqueiro
Eu não consigo entender, juro que não consigo
Como num mundo tão vasto só em tu encontro abrigo
Como esquizofrênicos ouço vozes
Vejo teu vulto e sinto teu cheiro
Eu não consigo entender
Essa raiva típica dos algozes
Misturada a lembranças nostálgicas de outro janeiro
Eu não consigo entender
Como corações tão velozes
Bateram mais que um compasso corriqueiro
Eu não consigo entender, juro que não consigo
Como num mundo tão vasto só em tu encontro abrigo
quarta-feira, 18 de março de 2009
Abandonar o barco?!
Reconstruir e seguir...
Essa deve ser a batida
Sem ritmo e mal conduzida
Arrítmica e com pouco fluir
Parte de mim é alívio
E outra pranto
Carícias como acalanto
Devem surgir e ludibriar
Enganar a quem?
Se diante de tantos poréns
Não mais me vejo ou reconheço
Sei que envelheço e não mais mereço
Tudo de bom que podia ser oferecido
E sou reconduzido a ficar contido
E as arritmias tornam-se mais severas
Provocando diversas seqüelas
Mas sei que devo seguir...ou seria partir?
Essa deve ser a batida
Sem ritmo e mal conduzida
Arrítmica e com pouco fluir
Parte de mim é alívio
E outra pranto
Carícias como acalanto
Devem surgir e ludibriar
Enganar a quem?
Se diante de tantos poréns
Não mais me vejo ou reconheço
Sei que envelheço e não mais mereço
Tudo de bom que podia ser oferecido
E sou reconduzido a ficar contido
E as arritmias tornam-se mais severas
Provocando diversas seqüelas
Mas sei que devo seguir...ou seria partir?
sexta-feira, 6 de março de 2009
Deixe-me ir
Encruzilhadas a parte
Sei que nosso amor merece um aparte
Não sei se pra sempre ou por algum tempo
Servirá para nós e pra ele próprio
Pois seria impróprio
Deixá-lo padecer
Meu coração é um barco
Daqueles que fica à deriva
E mesmo sem saber o rumo
Presumo, que será embalado por ondas de despedida.
Fernando Tenório ouvindo Cartola
Sei que nosso amor merece um aparte
Não sei se pra sempre ou por algum tempo
Servirá para nós e pra ele próprio
Pois seria impróprio
Deixá-lo padecer
Meu coração é um barco
Daqueles que fica à deriva
E mesmo sem saber o rumo
Presumo, que será embalado por ondas de despedida.
Fernando Tenório ouvindo Cartola
Embriagado amor
Insatisfação crônica
Repaginada sob a forma de cotidiano
E ainda são proferidos falsos eu te amo
Sendo que o medo é o pai de um ledo engano
Uma angústia velada, rechaçada
Que só a velha cachaça libera
De forma onde o sofrimento é vomitado
Pra ser cicatrizado, mas o coração não coopera
Sem dúvidas, um grito que sobe sem escadas
Ecoa sempre e nunca é ouvido
Mas é sentido
Ou suprimido e sai tombando entre as calçadas
Fernando Tenório lembrando da aula
Repaginada sob a forma de cotidiano
E ainda são proferidos falsos eu te amo
Sendo que o medo é o pai de um ledo engano
Uma angústia velada, rechaçada
Que só a velha cachaça libera
De forma onde o sofrimento é vomitado
Pra ser cicatrizado, mas o coração não coopera
Sem dúvidas, um grito que sobe sem escadas
Ecoa sempre e nunca é ouvido
Mas é sentido
Ou suprimido e sai tombando entre as calçadas
Fernando Tenório lembrando da aula
Acerto de contas
Eu bato a porta
Viro
Fico de costas
Tiro
Reviro
Das coisas? Nada mais importa
Confiro
O que foi atingido antes de fechar as contas
Fernando Tenório sem inspiração e sem tempo.
Viro
Fico de costas
Tiro
Reviro
Das coisas? Nada mais importa
Confiro
O que foi atingido antes de fechar as contas
Fernando Tenório sem inspiração e sem tempo.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
O meu mundo imundo
O perfume é francês
Para um jantar em restaurante japonês
Pago com dólar americano
O ouro é inglês
Mas já foi português
Roubado do Brasil
A moda é falar chinês
Um novo estilo de vida burguês
De estuprados a estupradores
Africano continua fudido e pobre continua latino
Que continua latindo pra virar burguês
Do defasado e quebrado estilo de vida americano
Americano continua cretino
Atacando e levando sapatadas na bolsa mês a mês
O coquetel está na mão, mas não...AIDS tem que matar africano
Brasileiro continua sem saber cantar o hino
E o mundo virou nosso freguês
Sabe o que eu acho? Cuidado que lá vem cano.
Fernando Tenório
Para um jantar em restaurante japonês
Pago com dólar americano
O ouro é inglês
Mas já foi português
Roubado do Brasil
A moda é falar chinês
Um novo estilo de vida burguês
De estuprados a estupradores
Africano continua fudido e pobre continua latino
Que continua latindo pra virar burguês
Do defasado e quebrado estilo de vida americano
Americano continua cretino
Atacando e levando sapatadas na bolsa mês a mês
O coquetel está na mão, mas não...AIDS tem que matar africano
Brasileiro continua sem saber cantar o hino
E o mundo virou nosso freguês
Sabe o que eu acho? Cuidado que lá vem cano.
Fernando Tenório
Aquele amor
Eu já fui anacoluto daqueles que grita:
Ela está bem, eu fico puto!
Talvez não seja mais anacoluto e sim inveja
Daquelas que depreda, dejeta e degrada.
Eu já fui hipérbole daquelas que nunca se cala
E fala, declara e arromba senzalas...
Para me fingir de escravo ou ser verdadeiramente um cativo
Ativo e hoje antigo.
Eu fico puto, mas ela está bem.
Virou algo muito plural, cheio de sentidos, um verdadeiro bacanal de figuras de linguagem...
E aí vira amargura, ela tão madura e eu aqui com tantos “poréns”
É, francamente, eu ando puto e a minha mente mente...
Fernando Tenório no lado experimental do hexágono de Espinosa
Ela está bem, eu fico puto!
Talvez não seja mais anacoluto e sim inveja
Daquelas que depreda, dejeta e degrada.
Eu já fui hipérbole daquelas que nunca se cala
E fala, declara e arromba senzalas...
Para me fingir de escravo ou ser verdadeiramente um cativo
Ativo e hoje antigo.
Eu fico puto, mas ela está bem.
Virou algo muito plural, cheio de sentidos, um verdadeiro bacanal de figuras de linguagem...
E aí vira amargura, ela tão madura e eu aqui com tantos “poréns”
É, francamente, eu ando puto e a minha mente mente...
Fernando Tenório no lado experimental do hexágono de Espinosa
Sanatório
E os extremos se estremecem
Um momento de equilíbrio tecem
Não sei se por sorte
Tênue e fugaz
E os extremos se aquecem
Corpos e vidas padecem
Dessa luta, desse choque, dessa morte
Do futuro, do agora e do atrás.
Fernando Tenório pensando na psiquiatria e seus objetos de estudos...
Um momento de equilíbrio tecem
Não sei se por sorte
Tênue e fugaz
E os extremos se aquecem
Corpos e vidas padecem
Dessa luta, desse choque, dessa morte
Do futuro, do agora e do atrás.
Fernando Tenório pensando na psiquiatria e seus objetos de estudos...
O meu talento: O tormento
Eu gosto de desafiar a arte
Ou seria aborrecer?
Sobretudo quando me dou conta da parte
Que me cabe ou do que posso ser
Devido a essa herança mal repartida
Sempre fico, da arte, com a obrigação de cantar a dor da despedida.
Fernando.
Ou seria aborrecer?
Sobretudo quando me dou conta da parte
Que me cabe ou do que posso ser
Devido a essa herança mal repartida
Sempre fico, da arte, com a obrigação de cantar a dor da despedida.
Fernando.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
O enlance
Hoje tem bolo, champanhe e glacê
Promessas cumpridas
Embriagadas despedidas
E a sóbria noiva ensaiando jogar o buquê
Hoje tem bolo, champanhe e glacê
As famílias convocadas
Murmúrios cortantes, comentários ardis, vidas dilaceradas
Os ex amores na deprê
Hoje tem glacê, champanhe e bolo
Eternos cúmplices do mesmo pecado
Agora abençoado, depois acomodado
Dançando a valsa, imaginando castelos, tijolo a tijolo
Hoje tem glacê, champanhe e bolo
Perante o padre, os beijos calientes
Fotografados milimetricamente são mais prudentes
Carícias carentes sem dolo
Hoje tem bolo, glacê, champanhe
Objetivos concretizados, outros nem tanto
Sorrisos irradiantes varrendo todos os males para o canto
Sonho que ele jamais sonhe
Hoje tem bolo, glacê, champanhe
Felizes pra sempre, na saúde e na doença
Na alegria e tristeza, ser fiel para que nenhum mal os vença
Vão em paz e que Deus os acompanhe
Fernando Tenório retratando um festa, mais um cotidiano...
Promessas cumpridas
Embriagadas despedidas
E a sóbria noiva ensaiando jogar o buquê
Hoje tem bolo, champanhe e glacê
As famílias convocadas
Murmúrios cortantes, comentários ardis, vidas dilaceradas
Os ex amores na deprê
Hoje tem glacê, champanhe e bolo
Eternos cúmplices do mesmo pecado
Agora abençoado, depois acomodado
Dançando a valsa, imaginando castelos, tijolo a tijolo
Hoje tem glacê, champanhe e bolo
Perante o padre, os beijos calientes
Fotografados milimetricamente são mais prudentes
Carícias carentes sem dolo
Hoje tem bolo, glacê, champanhe
Objetivos concretizados, outros nem tanto
Sorrisos irradiantes varrendo todos os males para o canto
Sonho que ele jamais sonhe
Hoje tem bolo, glacê, champanhe
Felizes pra sempre, na saúde e na doença
Na alegria e tristeza, ser fiel para que nenhum mal os vença
Vão em paz e que Deus os acompanhe
Fernando Tenório retratando um festa, mais um cotidiano...
Faixa não ouvida
Gaza não engasgue
Com balas, mortes e gaze
Gaza não engasgue
A guerra não é santa e eles não sabem o que fazem
Gaza não engasgue
Ao beber esse santo sangue derramado
Gaza não engasgue
Vendo crianças sem pais, paz e esse mundo desalmado
Ora, Gaza não engasgue
Teus territórios hão de ser desocupados
Ora, Gaza não engasgue
Mísseis israelenses, programados, são silenciosos
Ora, Gaza não engasgue
Ao ver ociosos soldados molestar tuas filhas
Ora, Gaza não engasgue
Teus gritos tão amordaçados têm que sair logo dessa trilha
Chora Gaza, chora, antes que alguma bomba a ti cale
Fala Gaza, fala, antes que alguém por ti fale.
Fernando Tenório vendo noticiário de Tv
Com balas, mortes e gaze
Gaza não engasgue
A guerra não é santa e eles não sabem o que fazem
Gaza não engasgue
Ao beber esse santo sangue derramado
Gaza não engasgue
Vendo crianças sem pais, paz e esse mundo desalmado
Ora, Gaza não engasgue
Teus territórios hão de ser desocupados
Ora, Gaza não engasgue
Mísseis israelenses, programados, são silenciosos
Ora, Gaza não engasgue
Ao ver ociosos soldados molestar tuas filhas
Ora, Gaza não engasgue
Teus gritos tão amordaçados têm que sair logo dessa trilha
Chora Gaza, chora, antes que alguma bomba a ti cale
Fala Gaza, fala, antes que alguém por ti fale.
Fernando Tenório vendo noticiário de Tv
domingo, 4 de janeiro de 2009
SMS pra vc
Revoga o tão gritado arrependimento
Transformando o tal em algo concreto e irrevogável
Se não fizeres, de fato, serei obrigado a fazer
Sinta-se livre...Sem mais
Fernando Tenório
Transformando o tal em algo concreto e irrevogável
Se não fizeres, de fato, serei obrigado a fazer
Sinta-se livre...Sem mais
Fernando Tenório
sábado, 3 de janeiro de 2009
Maligno
Chega esporadicamente
Sem delimitação
Mitoses sucessivas, meticulosamente
Não há interrupção
Navalha que fere
Corpo, mente e alma atingidos
Inutiliza tecidos
Crescimento anômalo defere
Um mal bem nutrido, demente
Que não tem medo da morte, nasce pra imortalização
Dor de forma pungente da mente
Fruto do sucessivo e árduo processo de internalização
Embriagada angústia...não há quem libere
Orações, preces, promessas...pedidos
Fármacos, massacreterapia...fundidos
Na esperança que Ele coopere
Fernando Tenório estudando Patologia
Sem delimitação
Mitoses sucessivas, meticulosamente
Não há interrupção
Navalha que fere
Corpo, mente e alma atingidos
Inutiliza tecidos
Crescimento anômalo defere
Um mal bem nutrido, demente
Que não tem medo da morte, nasce pra imortalização
Dor de forma pungente da mente
Fruto do sucessivo e árduo processo de internalização
Embriagada angústia...não há quem libere
Orações, preces, promessas...pedidos
Fármacos, massacreterapia...fundidos
Na esperança que Ele coopere
Fernando Tenório estudando Patologia
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Carteira de identidade
Válida em todo território nacional
Apresso-me a decorar o número do registro geral
Detalhes sórdidos da fabricação, incógnita sobre a validade
Adentra na data de expedição e a naturalidade
Pai e mãe simplificados a uma filiação
Pois filho sou dessa rota nação
Polegar direito impregnado
Ferrão, escravo, mutilado, multinacionalizado, privatizado
Já não basta ser dona da verdade
República Federativa não viole minha cidade
Já não basta ser dona das informações
República Federativa não burocratiza os meus sertões
Já não basta vender nossa propriedade
República Federativa não terás minha verdadeira identidade
Já não basta ter mutilado milhões
República Federativa não carimba esses pobres corações
Fernando Tenório filosofando ao olhar sua carteira de identidade...Brincando de ser Alberto de Oliveira
Apresso-me a decorar o número do registro geral
Detalhes sórdidos da fabricação, incógnita sobre a validade
Adentra na data de expedição e a naturalidade
Pai e mãe simplificados a uma filiação
Pois filho sou dessa rota nação
Polegar direito impregnado
Ferrão, escravo, mutilado, multinacionalizado, privatizado
Já não basta ser dona da verdade
República Federativa não viole minha cidade
Já não basta ser dona das informações
República Federativa não burocratiza os meus sertões
Já não basta vender nossa propriedade
República Federativa não terás minha verdadeira identidade
Já não basta ter mutilado milhões
República Federativa não carimba esses pobres corações
Fernando Tenório filosofando ao olhar sua carteira de identidade...Brincando de ser Alberto de Oliveira
Passos delimitados
Vem menina, não pare de requebrar
Paraliso ao ver a ti
Você tão segura de si
E eu aqui dentro a me procurar
Vem menina, não há com o que se preocupar
Você encanta, eu canto
Eu medo, você acalanto
Ainda é cedo não vai clarear.
Fernando Tenório sem inspiração
Paraliso ao ver a ti
Você tão segura de si
E eu aqui dentro a me procurar
Vem menina, não há com o que se preocupar
Você encanta, eu canto
Eu medo, você acalanto
Ainda é cedo não vai clarear.
Fernando Tenório sem inspiração
Fotografias
Vejo nas fotografias
A pátina de meu rosto
Brincadeira de mau gosto
Essa de passar do tempo
Passeio na foto...
Vejo nas fotografias
O envelhecer, o morrer
Prefiro até esquecer
Essa de passar do tempo
Passeio na foto
Comparo as grafias...
Vejo nas fotografias
O que reflete o meu hoje, o dia-dia
Transformação do medo em agonia
Essa de passar do tempo
Passeio na foto
Comparo as grafias
Eternas noites frias...
Vejo nas fotografias
Lembro dos amigos de outrora, idealizo o eterno
Encontro o efêmero, os colegas, momentos sem terno
Essa de passar do tempo
Passeio na foto
Comparo as grafias
Eternas noites frias
Delas sobrou-me você, meu cotidiano terremoto.
Fernando Tenório relendo algo e vendo fotos
A pátina de meu rosto
Brincadeira de mau gosto
Essa de passar do tempo
Passeio na foto...
Vejo nas fotografias
O envelhecer, o morrer
Prefiro até esquecer
Essa de passar do tempo
Passeio na foto
Comparo as grafias...
Vejo nas fotografias
O que reflete o meu hoje, o dia-dia
Transformação do medo em agonia
Essa de passar do tempo
Passeio na foto
Comparo as grafias
Eternas noites frias...
Vejo nas fotografias
Lembro dos amigos de outrora, idealizo o eterno
Encontro o efêmero, os colegas, momentos sem terno
Essa de passar do tempo
Passeio na foto
Comparo as grafias
Eternas noites frias
Delas sobrou-me você, meu cotidiano terremoto.
Fernando Tenório relendo algo e vendo fotos
Ode à angústia
O cobertor é curto
E a vida plena também
Sem o grito, cinismo, lirismo
Nada sou...Talvez um armazém
Cheio de mágoas, fantasmas
E nunca vendo além
Com medo, reprimido, deprimido
Nada sou...Talvez um armazém
Sem chão, sem teto, meu show encurto
Fico mudo, a platéia também
Repetir o pedido, realismo, romantismo
Nada sou...Talvez um armazém
Morte anunciada, marcas e dramas
Agora avisto o além
Engolir o choro, zumbido, comprimido
Nada sou...Talvez um armazém
Armazém sem teto,sem chão...mágoas, fantasmas
Abarrotado...De medo, choro e dramas
Ilhado...Inatingível prisão
E você, ceifadora de almas, é a libertação.
Fernando Tenório com o eu lírico triste no segundo dia de 2009...Somente ele
E a vida plena também
Sem o grito, cinismo, lirismo
Nada sou...Talvez um armazém
Cheio de mágoas, fantasmas
E nunca vendo além
Com medo, reprimido, deprimido
Nada sou...Talvez um armazém
Sem chão, sem teto, meu show encurto
Fico mudo, a platéia também
Repetir o pedido, realismo, romantismo
Nada sou...Talvez um armazém
Morte anunciada, marcas e dramas
Agora avisto o além
Engolir o choro, zumbido, comprimido
Nada sou...Talvez um armazém
Armazém sem teto,sem chão...mágoas, fantasmas
Abarrotado...De medo, choro e dramas
Ilhado...Inatingível prisão
E você, ceifadora de almas, é a libertação.
Fernando Tenório com o eu lírico triste no segundo dia de 2009...Somente ele
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Porta-Retrato
Teu olhar exterioriza
Invade e finda
Cópia de Monalisa
Chega a deslocar minha retina
Teu sorriso é um porta-estandarte
Traz a alma, a calma, o ainda
Verdadeira obra de arte
Avistar a efígie da egrégia menina
Tua boca hipnotiza
Lábios simbólicos e invasivos, paisagem linda
Palavras saem, tornam-se brisa
Para encontrar-me a cada esquina
Tua vida é capítulo da minha, grande parte
És meu carnaval, Olinda
Vasta felicidade sem aparte
Pois na dança do meu coração, você é a bailarina
Fernando Tenório novamente apaixonado pela mesma flor do imenso jardim no primeiro dia de 2009.
Invade e finda
Cópia de Monalisa
Chega a deslocar minha retina
Teu sorriso é um porta-estandarte
Traz a alma, a calma, o ainda
Verdadeira obra de arte
Avistar a efígie da egrégia menina
Tua boca hipnotiza
Lábios simbólicos e invasivos, paisagem linda
Palavras saem, tornam-se brisa
Para encontrar-me a cada esquina
Tua vida é capítulo da minha, grande parte
És meu carnaval, Olinda
Vasta felicidade sem aparte
Pois na dança do meu coração, você é a bailarina
Fernando Tenório novamente apaixonado pela mesma flor do imenso jardim no primeiro dia de 2009.
Começo de ano-(de)novo!(?)
Um peixe sempre fora d'água
Mesmo estando próximo ao mar
Todo mundo e quase ninguém
Nada do mundo, todo um alguém
Um encontro inusitadamente planejado
Um olhar planejadamente inusitado
Sem hora, sem assunto
Senhora, eu lhe pergunto:
O que eles esperam alcançar?
O que eles cansam de esperar?
Foi apenas mais um começo
De um fim que não chegou (De algo que nada mudou?)
No fim das contas, reconheço
Não foi apenas o mundo que girou
By João Gustavo. EnJo(hnn)y! ;D
Mesmo estando próximo ao mar
Todo mundo e quase ninguém
Nada do mundo, todo um alguém
Um encontro inusitadamente planejado
Um olhar planejadamente inusitado
Sem hora, sem assunto
Senhora, eu lhe pergunto:
O que eles esperam alcançar?
O que eles cansam de esperar?
Foi apenas mais um começo
De um fim que não chegou (De algo que nada mudou?)
No fim das contas, reconheço
Não foi apenas o mundo que girou
By João Gustavo. EnJo(hnn)y! ;D
domingo, 28 de dezembro de 2008
Espelho quebrado
Anticoncepção mal tomada
Caio na estrada
Ou seria Fernando?
Sempre armando, amando
Um filho de muitos pais
Que como sempre não tem nenhum
Brindo o motivo, o atrás
Vinho sem motivo algum
Fernando Tenório lendo Benjamin e com arroubos de artista
Caio na estrada
Ou seria Fernando?
Sempre armando, amando
Um filho de muitos pais
Que como sempre não tem nenhum
Brindo o motivo, o atrás
Vinho sem motivo algum
Fernando Tenório lendo Benjamin e com arroubos de artista
Simples assim
Ceifa a flor
Ela tem espinho
Um cheiro, carinho
Mas deixa dor
Fernando Tenório em uma tarde sem a menor inspiração e muita inquietação
Ela tem espinho
Um cheiro, carinho
Mas deixa dor
Fernando Tenório em uma tarde sem a menor inspiração e muita inquietação
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Ócio produtivo
Quem escreve seus males espanta ou ao menos os reconhece. É um processo de exposição dos sentimentos e angústias de forma crua, ou seja, uma exposição do verdadeiro eu.
Claro que muitos mascaram o que escrevem e preferem falar de vários temos, exceto eles mesmos. Expor o seu verdadeiro Ego (com partes do Id?) é um risco, pois há repressão das pessoas.
Ao escrever reconhecemos partes de nós que nem mesmo nós sabíamos existir. As fraquezas são mais evidentes e os medos ganham nome, cara e cor.
Comparo sempre o ato de escrever a uma terapia, onde o papel de terapeuta fica circunscrito e dividido entre meus leitores e eu (acreditem). Então, meus amigos, sejam meus terapeutas que ando precisando...
Fernando Tenório reflexivo no verão de 2008
Claro que muitos mascaram o que escrevem e preferem falar de vários temos, exceto eles mesmos. Expor o seu verdadeiro Ego (com partes do Id?) é um risco, pois há repressão das pessoas.
Ao escrever reconhecemos partes de nós que nem mesmo nós sabíamos existir. As fraquezas são mais evidentes e os medos ganham nome, cara e cor.
Comparo sempre o ato de escrever a uma terapia, onde o papel de terapeuta fica circunscrito e dividido entre meus leitores e eu (acreditem). Então, meus amigos, sejam meus terapeutas que ando precisando...
Fernando Tenório reflexivo no verão de 2008
Atracadouro
A grilheta que nos prendia soltou
E o pior é continuar preso
Esperanças possuo de ter um prazer não fogo-fátuo
Marulho grita teu nome até ecoou
Quando partiu, rastro doído aqui
Imprecar virou o meu esporte preferido
Virou obsessão laicizar meu coração ferido
Esse desobediente revelou: não esqueceu a ti
Não leva contigo a dor de provocar hecatombes
Mas leva contigo a sensação de quase-amor
E se algo a fizer voltar atrás, nem tombe
Cai pra meu lado, que eu seguro a flor.
Faça turismo, vista com jonatismo ou leia um livro
Tanto faz... Se quiseres sempre encontrarás calor
Um fogo efêmero... Sofismo
Que porto seguro... Só eu, amor.
Fernando Tenório numa fria manhã de dezembro.
E o pior é continuar preso
Esperanças possuo de ter um prazer não fogo-fátuo
Marulho grita teu nome até ecoou
Quando partiu, rastro doído aqui
Imprecar virou o meu esporte preferido
Virou obsessão laicizar meu coração ferido
Esse desobediente revelou: não esqueceu a ti
Não leva contigo a dor de provocar hecatombes
Mas leva contigo a sensação de quase-amor
E se algo a fizer voltar atrás, nem tombe
Cai pra meu lado, que eu seguro a flor.
Faça turismo, vista com jonatismo ou leia um livro
Tanto faz... Se quiseres sempre encontrarás calor
Um fogo efêmero... Sofismo
Que porto seguro... Só eu, amor.
Fernando Tenório numa fria manhã de dezembro.
Como cartola dizia...
Equilibra-se nessa pequena corda
Pois o resto é o vazio
Não te faz de cego, nem esnoba
O mundo, meu caro, é um moinho
No silêncio mentiroso
Não poderás ficar
No fundo todos sabem
Que palavras só se propagam no ar
Não espere cair nesse fosso
Antes disso, se joga
Aproveitará a paisagem com mais gosto
A vida é um precipício
Um apaixonante precipício insolente
Ou a gente se joga ou alguém joga a gente.
Fernando Tenório numa madrugade de dezembro de 2008
Pois o resto é o vazio
Não te faz de cego, nem esnoba
O mundo, meu caro, é um moinho
No silêncio mentiroso
Não poderás ficar
No fundo todos sabem
Que palavras só se propagam no ar
Não espere cair nesse fosso
Antes disso, se joga
Aproveitará a paisagem com mais gosto
A vida é um precipício
Um apaixonante precipício insolente
Ou a gente se joga ou alguém joga a gente.
Fernando Tenório numa madrugade de dezembro de 2008
Samba de lá que danço de cá.
Samba menina
Samba no ritmo descompassado do meu coração
Samba sem rima
Samba ao som da tua imaginação
Dança menina
Dança com rima
Dança imaginação, descompassa
Dança até meu coração
Fernando Tenório em uma madrugada qualquer ouvindo sambas
Samba no ritmo descompassado do meu coração
Samba sem rima
Samba ao som da tua imaginação
Dança menina
Dança com rima
Dança imaginação, descompassa
Dança até meu coração
Fernando Tenório em uma madrugada qualquer ouvindo sambas
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
O amor virou fast food
Talvez o amor seja a única droga aceita socialmente, e olhe que seu uso tem saído de moda. Digo isso com propriedade, pois já provei das mais variadas facetas de tal sentimento “nobre”. Desde o mais profundo prazer mundano ao famoso bilhete azul (leia-se pé na bunda), o qual me levou a cantarolar Waldick e Reginaldo.
Propagam aos quatro ventos que falar de amor virou algo piegas e retrô, ou seja, nosso único psicotrópico vem sendo dizimado do meio social. Apesar de discordar quanto a relegar esse sentimento a um plano secundário, sinto em concordar que a efemeridade das coisas e das informações o atingiu em cheio. A palavra amor está sendo utilizada de forma simplista; qualquer coisa hoje é amor, ou seria que o amor virou qualquer coisa?
Dizem que o verdadeiro amor só é sentido pelas mães, outra vertente afirma que só o corno sente tal sentimento em toda sua amplitude (daí surgem às seguintes indagações: sofrer precede o amar ou o amar precede o sofrer?) e outros mais pessimistas dizem que o amor não existe, sendo a influência do mito de amor eterno e sem sofrimento algo notado. A virtude, meu caro, é o meio termo; nem pra sempre, nem pra agora.
O argumento do mal amado é que amor está fora de moda, é instituição falida, conversa de botas batidas. Ir pra balada e beijar cem (pessoas)/sem(envolvimento) virou estilo de vida, muito caro por sinal. Os beijos são embalados pela banda da moda e o Armani eu você veste é mais importante do que quem você é. O seguinte diálogo resume bem isso:
-Peguei um cara ontem na balada, ele era um gato, estava com a blusa da Armani, perfume Mont Blanc e relógio Bulôva.
-E qual o nome dele?
-Ah, sei lá.
Há ainda o mal amado recluso, aquele que joga pedra nos amantes e os julga de tolos. Isso nada mais é do que medo de entrar na terra sem chão e razão. É uma questão de tempo até eles mudarem de lado, aí eles encontrarão o deserto ou a Sibéria provocada pelo amor e ao mesmo tempo irão achar a primavera em fevereiro, maio ou no mês que eles quiserem, sendo um carnaval sem fim. Dessa forma, o beijo, o cheiro e as carícias vão achar um lugar certo e não se propagarão ou no máximo mudarão de figura com a chegada dos herdeiros da embriaguez dessa droga.
É meu amigo, até as músicas de amor andam mais simplistas... Será isto reflexo da posição efêmera que esse sentimento assumiu na nova conformação social? Não sei dizer, quando souber volto aqui pra contar.
O amor virtual surgiu, levando a questão carnal e a presença para um canto escuro chamado esquecimento. Os beijos calientes são retrô, já que não possuem aquele barulhinho do MSN ao fundo. Até o sexo ficou diferente com gritos e posições previamente ditadas pela indústria da pornografia depois de uma lida mal dada no Kama Sutra.
Eu resolvi escrever depois do sugestivo título do filme que não vi: Queime depois de ler. Sabe por quê? Acho que não vale à pena ler pensamentos desorganizados de uma mente mais desorganizada ainda, mas como amor é terra sem lei, é um bang-bang e as minhas palavras são tiros disparados a esmo, sei que essas balas sempre acabam achando alguém. E aos que elas não acharem? Queimem depois de ler.
Fernando Tenório no natal de 2008.
Propagam aos quatro ventos que falar de amor virou algo piegas e retrô, ou seja, nosso único psicotrópico vem sendo dizimado do meio social. Apesar de discordar quanto a relegar esse sentimento a um plano secundário, sinto em concordar que a efemeridade das coisas e das informações o atingiu em cheio. A palavra amor está sendo utilizada de forma simplista; qualquer coisa hoje é amor, ou seria que o amor virou qualquer coisa?
Dizem que o verdadeiro amor só é sentido pelas mães, outra vertente afirma que só o corno sente tal sentimento em toda sua amplitude (daí surgem às seguintes indagações: sofrer precede o amar ou o amar precede o sofrer?) e outros mais pessimistas dizem que o amor não existe, sendo a influência do mito de amor eterno e sem sofrimento algo notado. A virtude, meu caro, é o meio termo; nem pra sempre, nem pra agora.
O argumento do mal amado é que amor está fora de moda, é instituição falida, conversa de botas batidas. Ir pra balada e beijar cem (pessoas)/sem(envolvimento) virou estilo de vida, muito caro por sinal. Os beijos são embalados pela banda da moda e o Armani eu você veste é mais importante do que quem você é. O seguinte diálogo resume bem isso:
-Peguei um cara ontem na balada, ele era um gato, estava com a blusa da Armani, perfume Mont Blanc e relógio Bulôva.
-E qual o nome dele?
-Ah, sei lá.
Há ainda o mal amado recluso, aquele que joga pedra nos amantes e os julga de tolos. Isso nada mais é do que medo de entrar na terra sem chão e razão. É uma questão de tempo até eles mudarem de lado, aí eles encontrarão o deserto ou a Sibéria provocada pelo amor e ao mesmo tempo irão achar a primavera em fevereiro, maio ou no mês que eles quiserem, sendo um carnaval sem fim. Dessa forma, o beijo, o cheiro e as carícias vão achar um lugar certo e não se propagarão ou no máximo mudarão de figura com a chegada dos herdeiros da embriaguez dessa droga.
É meu amigo, até as músicas de amor andam mais simplistas... Será isto reflexo da posição efêmera que esse sentimento assumiu na nova conformação social? Não sei dizer, quando souber volto aqui pra contar.
O amor virtual surgiu, levando a questão carnal e a presença para um canto escuro chamado esquecimento. Os beijos calientes são retrô, já que não possuem aquele barulhinho do MSN ao fundo. Até o sexo ficou diferente com gritos e posições previamente ditadas pela indústria da pornografia depois de uma lida mal dada no Kama Sutra.
Eu resolvi escrever depois do sugestivo título do filme que não vi: Queime depois de ler. Sabe por quê? Acho que não vale à pena ler pensamentos desorganizados de uma mente mais desorganizada ainda, mas como amor é terra sem lei, é um bang-bang e as minhas palavras são tiros disparados a esmo, sei que essas balas sempre acabam achando alguém. E aos que elas não acharem? Queimem depois de ler.
Fernando Tenório no natal de 2008.
À Tu
No começo parecia fim
Efemeridade certa
Triste enfim...
Mas quem falou em fim?
Do que parecia fim
Trancreve-se sim
Tudo é uma questão sonora
Basta querer ouvir!
Foi o primeiro fim
Pai do eterno começo
Capaz de transformar
Fragilidade em solidez.
Três...gosto muito desse número
aos dias?ele depende do referencial(longe ou perto)
aos meses?ele fez ela dizer te amo
aos anos?ele diz que é hoje.
(Fernando Tenório em 2007)
Efemeridade certa
Triste enfim...
Mas quem falou em fim?
Do que parecia fim
Trancreve-se sim
Tudo é uma questão sonora
Basta querer ouvir!
Foi o primeiro fim
Pai do eterno começo
Capaz de transformar
Fragilidade em solidez.
Três...gosto muito desse número
aos dias?ele depende do referencial(longe ou perto)
aos meses?ele fez ela dizer te amo
aos anos?ele diz que é hoje.
(Fernando Tenório em 2007)
Iniciando...
Violões desafinados
O impossível vai rondar
Trajes desalinhados
Pra que tocar?
Iniciativa é chave
Intrínseco exposto
Cuidado! Olho roxo
Repressão é entrave?
Bombas explodem
Sonhos morrem
O medo faz parar?
Mudo grito
Idéias perdidas
Tenho dito.
( Fernando Tenório no outono de 2006)
O impossível vai rondar
Trajes desalinhados
Pra que tocar?
Iniciativa é chave
Intrínseco exposto
Cuidado! Olho roxo
Repressão é entrave?
Bombas explodem
Sonhos morrem
O medo faz parar?
Mudo grito
Idéias perdidas
Tenho dito.
( Fernando Tenório no outono de 2006)
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